Os dados mostram que a proporção homem/mulher na Austrália está empatada, com um pouco mais de mulher (claro!). Embora tenha tido muito mais homem que mulher há anos e anos, a Austrália, aos meus olhos, continua sendo mais masculina do que feminina. Em particular sobre Sydney, pode-se dizer que, embora existam mais marmanjos, a quantidade de gays é assustadora, assim como lésbicas, que também são em proporção substancial.
A classe “arco-íris” celebrará seu grande dia no próximo sábado, dia que eles consideram como carnaval! Pasmem!
O evento, chamado de Mardi Gras, acontece anualmente há 30 anos, e nesta edição deve reunir mais de 100 mil pessoas, entre gays, lésbicas, bissexuais, e curiosos, que aproveitam para se divertir e interagir no que eles consideram uma grande festa. De acordo com dados da organização do festival, Sydney se equipara as paradas gays no Rio e Veneza, e está entre as 10 maiores do mundo. A caminhada começa pela rua gay da cidade, conhecida como Oxford Street. Nela, restaurantes, lanchonetes e boates expõem suas bandeirinhas coloridas, simbolizando a simpatia com a classe “arco-íris”.
Ao contrário do que se percebe no Brasil, por aqui o preconceito contra gays quase não existe. Eles se beijam, andam de mãos dadas, demonstram afeto em público, sem ser incomodados ou sequer observados com olhar de pudor. Seja na praia, na noitada, no supermercado, no restaurante, é normal ver casais de homossexuais comportando-se como heteros. Para brasileiros, particularmente, é um tanto estranho, à primeira vista. No entanto, depois de ver no dia-a-dia, até nós rompemos o preconceito.
Mais informações no site www.mardigras.org.au! Vou tentar postar fotos do evento!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
Sim, eu descobri o paraíso!
A cada dia, ao acordar, sinto que eu entro em um sonho, num paraíso chamado Sydney. Sim, esta cidade grande, urbana, moderna, tomou meu coração de uma tal maneira que já sofro de pensar que vou deixá-la em pouco mais de cinco meses.
E o melhor é que essa sensação de viver em um sonho não é só minha. Compartilho desta mesma idéia com paulistas, cariocas, gaúchos, baianos, tocantinenses, pernambucanos, paranaenses, e Brasil afora. Claro que cada canto do nosso país tem seu jeito. E digamos que o meu canto por lá não anda tão sossegado como diz o nome; Barra Mansa já não é mansa.
A Austrália é um país multi-cultural, muito, muito longe do Brasil, mas que nos faz sentir como se estivéssemos em casa. São diversos rostos diferentes, de todas as partes do mundo, sincronizados em um universo de paz, alegria, natureza, felicidade plena e intensa.
Pra falar a verdade, até agora conheci duas pessoas que não gostaram de estar aqui. E por motivos bem pessoais, diga-se de passagem. Quem por aqui chega, seja das Américas, da Europa, da África ou da Ásia, dificilmente quer voltar ao lugar de onde veio.
Motivos são inumeráveis. Embora possa contar os meus. Em primeiro lugar vem a sensação de segurança e liberdade, coisa que nunca senti no Rio. Ando pelas ruas aqui a qualquer hora do dia sem olhar para trás, com medo de alguém estar me seguindo. Uso meu ipod, última geração, atendo o celular no ônibus, sento ao lado de qualquer um no trem (ou metrô), e sou capaz de ir sozinha à praia à noite.
Em segundo, vêm as maravilhas naturais. Embora totalmente cosmopolita, Sydney tem praias, parques, reservas, e outras belezas que são inexplicáveis; só vendo para crer. Praias urbanas e desertas, grandes e pequenas, cheias e vazias, com onda ou sem onda, de acordo com o gosto de cada um.
A parte central da cidade intercala um super parque, chamado Hyde Park, com prédios imponentes como das empresas Ernest&Young, ou PriceWaterHouse Coopers. O interessante é que nem de longe se parece com o Rio, ou que dirá São Paulo, porque aqui, há espaço entre os big buildings, no sentido literal da expressão.
Terceiro lugar posso dizer que está à qualidade de vida. Apesar de ser Primeiro Mundo, é possível comer bem, freqüentar restaurantes legais, comprar roupas de marcas, ir a grandes shows, e entrar nas noitadas sem pagar nada!
Em quarto, e quase chegando ao último (estou cansando!), está à educação do povo australiano. Eles pedem desculpa, com licença, por favor... Respeitam as leis (claro, como toda regra, existem as exceções) e prezam pelo patrimônio próprio. É raro ver lixo nas ruas, as praias são super limpas, e há banheiro público para todos os cantos, com um detalhe: sempre limpos! As pessoas atravessam na faixa de pedestre, e todos os carros páram. E o ônibus só pega passageiros no ponto, embora os horários não sejam tão rigorosamente cumpridos.
Por último vem a oportunidade de trocar experiências culturais com o mundo todo! Trabalho com um italiano, uma eslovaca, uma armênia e dois australianos; já trabalhei com francês, inglês, colombiana, tailandês, e outros mais, e com cada um deles aprendi um pouquinho sobre o mundo. E confesso, tenho sentido que ele é muito pequeno! Pronto para ser desbravado!
E o melhor é que essa sensação de viver em um sonho não é só minha. Compartilho desta mesma idéia com paulistas, cariocas, gaúchos, baianos, tocantinenses, pernambucanos, paranaenses, e Brasil afora. Claro que cada canto do nosso país tem seu jeito. E digamos que o meu canto por lá não anda tão sossegado como diz o nome; Barra Mansa já não é mansa.
A Austrália é um país multi-cultural, muito, muito longe do Brasil, mas que nos faz sentir como se estivéssemos em casa. São diversos rostos diferentes, de todas as partes do mundo, sincronizados em um universo de paz, alegria, natureza, felicidade plena e intensa.
Pra falar a verdade, até agora conheci duas pessoas que não gostaram de estar aqui. E por motivos bem pessoais, diga-se de passagem. Quem por aqui chega, seja das Américas, da Europa, da África ou da Ásia, dificilmente quer voltar ao lugar de onde veio.
Motivos são inumeráveis. Embora possa contar os meus. Em primeiro lugar vem a sensação de segurança e liberdade, coisa que nunca senti no Rio. Ando pelas ruas aqui a qualquer hora do dia sem olhar para trás, com medo de alguém estar me seguindo. Uso meu ipod, última geração, atendo o celular no ônibus, sento ao lado de qualquer um no trem (ou metrô), e sou capaz de ir sozinha à praia à noite.
Em segundo, vêm as maravilhas naturais. Embora totalmente cosmopolita, Sydney tem praias, parques, reservas, e outras belezas que são inexplicáveis; só vendo para crer. Praias urbanas e desertas, grandes e pequenas, cheias e vazias, com onda ou sem onda, de acordo com o gosto de cada um.
A parte central da cidade intercala um super parque, chamado Hyde Park, com prédios imponentes como das empresas Ernest&Young, ou PriceWaterHouse Coopers. O interessante é que nem de longe se parece com o Rio, ou que dirá São Paulo, porque aqui, há espaço entre os big buildings, no sentido literal da expressão.
Terceiro lugar posso dizer que está à qualidade de vida. Apesar de ser Primeiro Mundo, é possível comer bem, freqüentar restaurantes legais, comprar roupas de marcas, ir a grandes shows, e entrar nas noitadas sem pagar nada!
Em quarto, e quase chegando ao último (estou cansando!), está à educação do povo australiano. Eles pedem desculpa, com licença, por favor... Respeitam as leis (claro, como toda regra, existem as exceções) e prezam pelo patrimônio próprio. É raro ver lixo nas ruas, as praias são super limpas, e há banheiro público para todos os cantos, com um detalhe: sempre limpos! As pessoas atravessam na faixa de pedestre, e todos os carros páram. E o ônibus só pega passageiros no ponto, embora os horários não sejam tão rigorosamente cumpridos.
Por último vem a oportunidade de trocar experiências culturais com o mundo todo! Trabalho com um italiano, uma eslovaca, uma armênia e dois australianos; já trabalhei com francês, inglês, colombiana, tailandês, e outros mais, e com cada um deles aprendi um pouquinho sobre o mundo. E confesso, tenho sentido que ele é muito pequeno! Pronto para ser desbravado!
sábado, 19 de janeiro de 2008
Repercutindo...
Que o Rio de Janeiro está um caos, todo mundo sabe. Agora quando coisas boas acontecem, relacionadas à Cidade Maravilhosa, a imprensa, pelo o que parece, faz questão de não noticiar. Digo isto porque os meios de comunicação do Brasil sequer deram uma linha de notícia sobre uma banda carioca que esteve no maior festival de música da Austrália, o Sydney Festival, representando o Brasil, e contagiando com alegria brasileiros e australianos. E olha que ofereci para O Globo, O Globo Online, Estadão, Folha e O Dia, e nada de respostas! (Talvez deveria ter tentado o Jotinha...)
Como os meus leitores sabem, o MONOBLOCO esteve em Sydney, na Austrália, na sexta-feira, dia 11, por uma única noite de apresentação com todos os ingressos vendidos há um mês antes do show. Consegui entrevistar os músicos da banda, escrevi esse texto aí de baixo sobre o sucesso que foi o evento, mandei para a sessão Eu-Repórter - orientada por um repórter do próprio veículo, e para minha surpresa nem uma linha sequer foi ao ar.
Na sessão do O Globo Online, onde se diz que os leitores podem mandar e compartilhar histórias interessantes, encontra-se em destaque uma notícia sobre uma leitora que visitou o Grand Canyon, nos Estados Unidos. Ou seja, é mais importante divulgar os Estados Unidos ao invés de mostrar que uma banda carioca, que leva a cultura do Rio de Janeiro e do carnaval mundo afora, faz sucesso onde quer que vá, e foi capaz de levar mais de 1.500 pessoas em um show do outro lado do mundo. Nada contra a leitora que esteve nos Estados Unidos, que eu imagino que tenha tido uma experiência interessante, mas daí a desprezar a apresentação do MONOBLOCO, acho que não foi de bom feitio.
Enfim, fiquei realmente decepcionada, primeiro porque o Brasil tem tantos problemas que quando um evento importante como este aqui na Austrália convida uma banda brasileira para participar, é motivo de extremo orgulho, pelo menos em minha opinião. Segundo, depois de ver o sucesso que foi o MONOBLOCO aqui, presume-se que a banda, de fato, merecia um destaque em um jornal carioca ou paulista, ou mineiro, enfim, de alguém no Brasil. E por fim, se existe uma sessão para compartilhar histórias interessantes, supõe-se que as notícias irão ao ar, o que, de fato, não acontece.
Espero que no próximo evento em que uma banda brasileira levar a cultura do Brasil pelo mundo, os meios de comunicação sintam-se mais patriotas e divulguem com orgulho nosso país.
Como os meus leitores sabem, o MONOBLOCO esteve em Sydney, na Austrália, na sexta-feira, dia 11, por uma única noite de apresentação com todos os ingressos vendidos há um mês antes do show. Consegui entrevistar os músicos da banda, escrevi esse texto aí de baixo sobre o sucesso que foi o evento, mandei para a sessão Eu-Repórter - orientada por um repórter do próprio veículo, e para minha surpresa nem uma linha sequer foi ao ar.
Na sessão do O Globo Online, onde se diz que os leitores podem mandar e compartilhar histórias interessantes, encontra-se em destaque uma notícia sobre uma leitora que visitou o Grand Canyon, nos Estados Unidos. Ou seja, é mais importante divulgar os Estados Unidos ao invés de mostrar que uma banda carioca, que leva a cultura do Rio de Janeiro e do carnaval mundo afora, faz sucesso onde quer que vá, e foi capaz de levar mais de 1.500 pessoas em um show do outro lado do mundo. Nada contra a leitora que esteve nos Estados Unidos, que eu imagino que tenha tido uma experiência interessante, mas daí a desprezar a apresentação do MONOBLOCO, acho que não foi de bom feitio.
Enfim, fiquei realmente decepcionada, primeiro porque o Brasil tem tantos problemas que quando um evento importante como este aqui na Austrália convida uma banda brasileira para participar, é motivo de extremo orgulho, pelo menos em minha opinião. Segundo, depois de ver o sucesso que foi o MONOBLOCO aqui, presume-se que a banda, de fato, merecia um destaque em um jornal carioca ou paulista, ou mineiro, enfim, de alguém no Brasil. E por fim, se existe uma sessão para compartilhar histórias interessantes, supõe-se que as notícias irão ao ar, o que, de fato, não acontece.
Espero que no próximo evento em que uma banda brasileira levar a cultura do Brasil pelo mundo, os meios de comunicação sintam-se mais patriotas e divulguem com orgulho nosso país.
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